M!CporCoimbra

2006/06/09

A boa UC

Sim, esta é uma das (muitas) facetas boas da velha Universidade de Coimbra. As manifestações culturais - trabalho a todos os títulos notáveis do Pró-Reitor João Gouveia Monteiro -, o culto da inovação e da qualidade que já é visível, a modernização que já espreita um pouco de todos os lados e o convívio com os cidadãos constituem motivos de orgulho da Cidade. Infelizmente, estas facetas ainda convivem (mal) com os resquícios do passado de má memória, caricaturadas nos desenhos do Doutor João Carlos (ver post abaixo). Restos de aristocracia, desprezo pelos alunos... Mas ontem à noite vivemos mais um momento mágico, no ambiente único que é o Páteo das Escolas em noite com estrelas (e meteoritos!). A Reitoria e a Cidade estão de parabéns. (LMR)

Transcreve-se um texto publicado ontem no Público Centro, assinado por Maria João Lopes.

Noite de Ópera
no Páteo das Escolas


Mais de 20 mil livros foram publicados sobre ele ou sobre a sua obra. Em todo o mundo. Wolfgang Amadeus Mozart, o génio da música, faria este ano, se fosse humanamente possível, 250 anos. Não é. Mas a música que compôs está cá e pode celebrar-se.


A história começa nas ruas de Sevilha, Espanha, do século XVIII. Leporello, um criado, espera do lado de fora da casa do velho commendatore enquanto o seu patrão, Don Giovanni, está no interior. Como sempre, Don Giovanni tenta seduzir uma mulher: Donna Anna, a encantadora filha do commendatore. O Páteo das Escolas da Universidade de Coimbra (UC) acolhe hoje a ópera Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart, numa altura em que se comemoram os 250 anos do nascimento do compositor austríaco. No concerto participará a Orquestra do Norte, dirigida pelo maestro José Ferreira Lobo, o Orfeão Académico de Coimbra, responsável pela componente coral do espectáculo, e vários solistas portugueses. A encenação é de Carlos Avilez.


Depois de Inês de Castro, de Giuseppe Persianni, de Tributo a José Carreras, com o próprio tenor, em 2003, e de O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, em 2004, o espectáculo representa o regresso da iniciativa Noites de Ópera de Coimbra ao Páteo das Escolas. Contou com a colaboração da reitoria da UC, do Instituto Superior de Engenharia do Porto e do Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia. Será esta última entidade, sediada na Faculdade de Medicina da UC, que receberá a totalidade das receitas provenientes do espectáculo. Carlos Avilez já havia sido o responsável pela encenação de Inês de Castro e de O Barbeiro de Sevilha. Para além destes espectáculos, José Ferreira Lobo dirigiu ainda a Orquestra do Norte e o Coro dos Antigos Orfeonistas da UC no Tributo a José Carreras. O concerto levará ao palco um elenco inteiramente português.

1 comentários:

  • De facto politíca cutural da presente equipa coordenada pelo professor, e amigo, Doutor Gouveia Monteiro tem vindo a constituir, em meu modesto entender, um exemplo a seguir por outra Universidades, quer a nível local, quer a nível global.
    Permitam-me salientar a última mesa-redonda do ciclo de conferências subordinada ao tema "Os dez livros que abalaram o mundo", que versou sobre a questão os livros .

    By Anonymous Anónimo, às sexta-feira, junho 09, 2006 7:52:00 da tarde  

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