M!CporCoimbra

2007/05/24

Eleições em Lisboa

A ideia com que fico é que, parece uma corrida em que ninguém quer perder e todos querem participar (aparecer). Para se tornar mediático não há nada como concorrer a umas eleições intercalares, em que não há mais nenhumas, isto é, os holofotes estão todos virados para os alfacinhas.

Tendo em conta a forma paupérrima em que vivem a maioria dos portugueses, não deveria ser permitido gastos supérfluos e os impostos dos contribuintes não deveriam ser utilizados para umas eleições provocadas a destempo. Quem deveria pagar esses gastos seria quem provocou esta bagunça. Esta eleição está viciada, o PSD,antes do jogo, já está a ganhar 1-o, pois tem a maioria na Assembleia Municipal e assim vai continuar. Faz-me lembrar passe a analogia, recuperar e remodelar uma casa por dentro e por fora, sendo obrigado a ficar com a mobília.
Carmona Rodrigues, António Costa, Sá Fernandes, Helena Roseta, Fernando Negrão, Manuel Monteiro, Garcia Pereira, Ruben de Carvalho, Sá Fernandes e Telmo Correia. Não há mais ninguém? Uma coisa é certa esta eleição vai ser fulinizada e não partidarizada. Existem duas candidaturas independentes de movimentos de cidadãos. Gostava de ver uma candidatura de movimentos de cidadãos contra o funcionamento dos partidos e o seu esclerosamento. As coisas estão a mudar e estão a fazer-se de outra maneira. Manuel Alegre não ganhou a eleição em que participou, mas teve o condão de fazer ver que é possível e lançõu as sementes para muitas independências.

[Joaquim Jorge, http://clubedospensadores.blogspot.com/, 24-05-2007] |

3 comentários:

  • Este texto reflecte a opinião do MIC sobre as candidaturas à CML e ao projecto cívico de Helena Roseta?

    Ass: Um cidadão

    By Anonymous Anónimo, às segunda-feira, maio 28, 2007 10:39:00 da manhã  

  • Não, este texto exprime a opinião exclusiva do seu autor.
    A sua publicação neste "blog" deve-se ao único facto de ser uma opinião, e este ser um espaço plural, que apela "às opiniões", por diferentes que sejam.
    Obrigada pela sua colaboração.

    By Anonymous Anónimo, às segunda-feira, maio 28, 2007 2:12:00 da tarde  

  • Sou de esquerda. Não critico o meu partido em nome de uma imaginária teoria geral dos partidos políticos. Critico-o pela sua incapacidade para contribuir decisivamente para melhorar, para ir mudando suficientemente a sociedade.
    Criticar cada partido sem esquecer a sua irredutível especificidade é um salutar exercício crítico, mas criticar os Partidos em geral, afixando uma náusea virginal pela política, como se fossem todos iguais, é uma miopia política acentuada.
    Uma sociedade sem partidos e sem política é a sociedade onde os mais fortes oprimem os mais fracos, não é uma angélica democracia de virtuosos independentes.
    Somos todos cidadãos, mas não há na sociedade opressão ou exploração que não seja perpretada por uns cidadãos contra outros.

    By Anonymous Anónimo, às quarta-feira, maio 30, 2007 9:53:00 da tarde  

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